domingo, 7 de fevereiro de 2010

Plataforma contra a obesidade

Hoje venho dar a conhecer uns programas que decerto alguns de vocês já viram, criados pela plataforma contra a obesidade, que passaram na rtp1.
Uma grande aposta, e que espero ter tido algum impacto. Pessoalmente como ando fora do país, não sabia disto, mas parece-me que a plataforma tem sabido chegar até às pessoas.
Por curiosidade, gostaria só de comentar alguns deles (agora comparando com a Suécia).
Programa 10: em relação ao sal, tenho a dizer que pessoalmente deixei de o consumir quando estava em Portugal, quero dizer, deixei de o adicionar às refeições que eu cozinhava, visto que muito da minha dose diária de sódio vinha do pão (não sei se por ser meia alentejana, o pão era essecial na minha dieta, e um dos desgostos aqui na Suécia! ahah) e outra parte da sopa da cantina. No entanto, na semana passada, descobri na aula de nutrição que estou agora a frequentar no mestrado (o que é interessante, refrescar a memória e tar em contacto com as últimas descobertas na área - que também não são muitas - em Inglês), que devia voltar a adicionar o sal à minha alimentação. O problema desta vez não está no excesso de sódio, visto que aqui nem consumo muito pão (e a minha tensão costuma ser sempre baixa - talvez pertença ao grupo de pessoas não sensíveis ao sal), mas na falta de iodo, que pode (se deficiente na nossa dieta) levar ao conhecido bócio.
A questão é que aqui na Suécia os solos são muito pobres em iodo, e consequentemente, os vegetais aqui produzidos são também más fontes deste mineral. O peixe (outra possível fonte do mesmo) também é uma fonte pobre nesta àrea marítima, e a última opção que me resta, é começar a adicionar sal iodado às minhas refeições... não tenho muita vontade de o fazer, pois aprendi a gostar do sabor dos alimentos ao natural, talvez esporadicamente será a solução.
No programa 22 é abordado o tema do pão. Já dr Emílio Peres considerava que "o pão nosso de todos os dias" seria indispensável a uma alimentação saudável e variada, e ao contrário de muitos mitos que se criaram à volta deste, ele não engorda em quantidades normais (claro que se consumido em excesso, será essa a consequência), mas sim o que escolhemos pôr dentro dele (à bom português do sul, o chamado "conduto"). No programa são todos aconselhados a escolher o pão mais escuro, que será provavelmente o mais integral e por conseguinte, o mais saudável.
É uma verdade não universal! Quando cheguei aqui a Estocolmo, o meu primeiro instinto como nutricionista e alguém que tenta viver um estilo de vida saudável, foi procurar o pão mais escuro do supermercado. E que delícia! Tanta escolha! O problema foi na hora de o provar, afinal era doce!! A maior parte dos pães aqui são doces, e cheios de açúcar adicionados... até aprender a ler os rótulos em sueco, fui experimentando vários tipos de pão, até chegar à conclusão que não há nenhum que se aproxime do sabor dum bom pão português.
É realmente interesante ver que existem tantas diferenças em coisas tão mínimas e básicas do dia-à-dia. Mas aconselho a todos os que vivem nesse belo país à beira mar plantado, a ouvirem atentamente os 25 programas, e a terem um bloco de notas preparado, para vos ajudar a memorizar o que precisam de fazer.
E porque o mais importante para chegar ao peso ideal não é passar fome, é sim, entrar num estilo de vida saudável que nos leve a viver mais felizes e satisfeitos com nós mesmos. Não se concentrem no peso, ou em qualquer outro objectivo que não seja ser mais activo, e tentar viver mais anos com mais saúde. Não só porque assim é mais fácil de manter o novo estilo de vida (não havendo frustrações de objectivos não cumpridos), como também deixamos "os nossos" mais felizes.
E como diria alguém conhecido lá para a minha terrinha: "seja feliz!", eu acrescentaria "viva bem, e seja feliz"! ;)