domingo, 18 de abril de 2010

Eyjafjallajokull

Como está a ser vivido o "atrapalhanço" causado por uma erupção vulcânica num país do norte da Europa: muito mal!!!

Ora bem, tendo em conta a infinitesimal probabilidade de um vulcão entrar em erupção, somando a quantidade deles que existem por aí e a probabilidade de ser precisamente este a fazê-lo e ainda o facto de em vez de lava, decidir mandar cinza po ar e esta ser espalhada numa nuvem por toda a Europa, podemos dizer que é preciso MUITO AZAR!!!

Ok, fenómenos naturais são imprevisíveis, e não controlados pelo ser humano... temos pena! A verdade (e agora sendo um pouco egocêntrica) é que o vulcão me estragou os planos. Parece que tiraram um "doce à criança". Se não acompanhem-me: so vou a Portugal nas férias tipo Natal e Verão, porque a TAP é cara, de repente a ryanair começa a voar directamente de Estocolmo pa Faro neste mês de Abril (e que sorte, tenho um casamento dum grande amigo, vamos mas é aproveitar!). Bilhete marcado, a uma semana da viagem, o espaço aereo Europeu é encerrado sem prespectivas de voltar a abrir tão cedo. Resultado, ficas em Estocolmo que é bonito, faltas ao casamento, repensas os teus planos por uma semana, e só voltas a Portugal daqui a mês e meio que é bem feito!

Pronto, agora passando o desabafo de "menina mimada", compreendo que este fenómeno não me afecta só a mim, milhares de voos têm sido cancelados, imensos passageiros ficaram em terra, e neste momento voltamos à idade média (o que num mundo globalizado é um caos, e significa não se poder comunicar entre países de forma rápida e eficiente como se fazia até então.

Se muitas pessoas não viajam, muitos produtos alimentares ficam nos hangares a apodrecer, muito combustível não é usado, o preço do crude desce.... se quisermos ser pouco optimistas, isto ainda vai afectar muito negativamente a economia global. Se agora o problema é as cinzas, caso estas demorem muito tempo a dissipar-se, o problema passará a ser se existirá alguma companhia que sobreviva às grandes perdas que se registam diariamente por ficarem em terra.

Já li num site que a KLM está a fazer testes de voo sem passageiros, com sucesso. Talvez descubram que a cinza não é assim tão perigosa quanto o previsto, e se (re-)comece a voar assim, pois não me parece que elas desapareçam rapidamente se os ventos se mantiverem.

Enfim, é esperar... num mundo que nos tornamos tão dependentes uns dos outros (afinal foi isso que a globalização trouxe) a Natureza decidiu avisar-nos que ainda manda alguma coisa neste planeta, e não temos todas as variáveis controladas.

Se realmente não voar esta semana, espero que o cenário mude no próximo mês... Portugal fica a 5 comboios e plo menos 3 a 4 dias de viagem da Suécia... nada agradável. Voltem aviões, estão perdoados! :)

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Plataforma contra a obesidade

Hoje venho dar a conhecer uns programas que decerto alguns de vocês já viram, criados pela plataforma contra a obesidade, que passaram na rtp1.
Uma grande aposta, e que espero ter tido algum impacto. Pessoalmente como ando fora do país, não sabia disto, mas parece-me que a plataforma tem sabido chegar até às pessoas.
Por curiosidade, gostaria só de comentar alguns deles (agora comparando com a Suécia).
Programa 10: em relação ao sal, tenho a dizer que pessoalmente deixei de o consumir quando estava em Portugal, quero dizer, deixei de o adicionar às refeições que eu cozinhava, visto que muito da minha dose diária de sódio vinha do pão (não sei se por ser meia alentejana, o pão era essecial na minha dieta, e um dos desgostos aqui na Suécia! ahah) e outra parte da sopa da cantina. No entanto, na semana passada, descobri na aula de nutrição que estou agora a frequentar no mestrado (o que é interessante, refrescar a memória e tar em contacto com as últimas descobertas na área - que também não são muitas - em Inglês), que devia voltar a adicionar o sal à minha alimentação. O problema desta vez não está no excesso de sódio, visto que aqui nem consumo muito pão (e a minha tensão costuma ser sempre baixa - talvez pertença ao grupo de pessoas não sensíveis ao sal), mas na falta de iodo, que pode (se deficiente na nossa dieta) levar ao conhecido bócio.
A questão é que aqui na Suécia os solos são muito pobres em iodo, e consequentemente, os vegetais aqui produzidos são também más fontes deste mineral. O peixe (outra possível fonte do mesmo) também é uma fonte pobre nesta àrea marítima, e a última opção que me resta, é começar a adicionar sal iodado às minhas refeições... não tenho muita vontade de o fazer, pois aprendi a gostar do sabor dos alimentos ao natural, talvez esporadicamente será a solução.
No programa 22 é abordado o tema do pão. Já dr Emílio Peres considerava que "o pão nosso de todos os dias" seria indispensável a uma alimentação saudável e variada, e ao contrário de muitos mitos que se criaram à volta deste, ele não engorda em quantidades normais (claro que se consumido em excesso, será essa a consequência), mas sim o que escolhemos pôr dentro dele (à bom português do sul, o chamado "conduto"). No programa são todos aconselhados a escolher o pão mais escuro, que será provavelmente o mais integral e por conseguinte, o mais saudável.
É uma verdade não universal! Quando cheguei aqui a Estocolmo, o meu primeiro instinto como nutricionista e alguém que tenta viver um estilo de vida saudável, foi procurar o pão mais escuro do supermercado. E que delícia! Tanta escolha! O problema foi na hora de o provar, afinal era doce!! A maior parte dos pães aqui são doces, e cheios de açúcar adicionados... até aprender a ler os rótulos em sueco, fui experimentando vários tipos de pão, até chegar à conclusão que não há nenhum que se aproxime do sabor dum bom pão português.
É realmente interesante ver que existem tantas diferenças em coisas tão mínimas e básicas do dia-à-dia. Mas aconselho a todos os que vivem nesse belo país à beira mar plantado, a ouvirem atentamente os 25 programas, e a terem um bloco de notas preparado, para vos ajudar a memorizar o que precisam de fazer.
E porque o mais importante para chegar ao peso ideal não é passar fome, é sim, entrar num estilo de vida saudável que nos leve a viver mais felizes e satisfeitos com nós mesmos. Não se concentrem no peso, ou em qualquer outro objectivo que não seja ser mais activo, e tentar viver mais anos com mais saúde. Não só porque assim é mais fácil de manter o novo estilo de vida (não havendo frustrações de objectivos não cumpridos), como também deixamos "os nossos" mais felizes.
E como diria alguém conhecido lá para a minha terrinha: "seja feliz!", eu acrescentaria "viva bem, e seja feliz"! ;)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

De volta a Estocolmo!

Quem diria que eu iria ter uma vontade enorme de voltar a este gelo?! (eu não!! lol)

Depois de 15 dias muito bem passados, na companhia da família e amigos, lá apanhei outro avião com destino a Estocolmo. Já me parece uma coisa tão normal quanto apanhar o comboio para o Porto (que belos tempos!).

Soube muito bem o Natal com sabor a Portugal: o sol, o café, o pão... Peço desculpa às pessoas por fazer figuras que sempre achei "tristes", como passar alguns minutos à procura da palavra certa em Português, quando só nos vem à cabeça em Inglês (ou às vezes em Sueco!!). Nunca pensei fazer as "figuras" dos "emigrantes que se esquecem que nasceram em Portugal" (era um preconceito que tinha), mas agora compreendo. Se após uns meses a falar e pensar em Inglês (mesmo passando horas no skype diariamente, a falar em Português) a pessoa simplesmente não pratica, e passa a ter o pensamento mais lento na língua materna! Prometo que tiro um curso de Português quando voltar! ahah



Admito que 2 dias após o Natal já estava deserta para voltar... acho que era o sentimento de tar "parada" em Portugal, quando estava ainda no meio duma disciplina (da qual tivemos dispensa de aulas, mas que continuou durante esses dias). Claro que foi bom chegar a Portugal e não precisar de usar luvas/chachecol/gorro + botas de neve e casaco... o Natal em família, a passagem de ano na praia (que foi fantástica!)...estar com os amigos, ir à disco... Enfim, foi bom matar saudades! ;)

A outra parte boa é que larguei as moletas 3 dias antes de viajar, o que facilitou o arrastar das malas até Arlanda, mas passei mais de metade das férias a coxear! ahah. Descobri que conduzia melhor do que andava, o que até calhou bem porque já estava com saudades de conduzir! :) No final, já quase não coxeava, e agora o dasafio é só a descer escadas.

Chegada a esta bela (e muito branca) cidade, senti a diferença de temperaturas (em Pt estavam 16 graus, aqui -16!), tudo branco e bonito. Soube bem voltar "a casa", apesar da escuridão e do frio! ;) (nas fotos, 2 praias bem diferentes!)
Países tão diferentes, mas apaixonantes à sua maneira! :)